Existem vários tipos de raios, dentre eles citamos os com maiores destaques:
- Infravermelho: radiação eletromagnética invisível, emitida por corpos aquecidos. Pode ser por meio de células fotoelétricas, possui muitas aplicações. Desde o aquecimento de interiores até o tratamento de doenças de pele e de músculos. Para produzir o infravermelho, em geral empregam-se lâmpadas de vapor de mercúrio a de filamento longo incandescente. A radiação infravermelha é usada para obter fotos de objetos distantes estrelas e nebulosas que são invisíveis com luz normal. Uma outra utilidade deste tipo de radiação é o uso nas fotografias infravermelhas, que são muito precisas. O infravermelho foi muito utilizado na II Guerra Mundial.
-Ultravioleta: produzida por descargas elétricas em tubos de gás. Cerca de 5% de energia mandada pelo Sol consiste nesta radiação, mas a maior parte da que incide sobre a Terra é filtrada pelo O e pelo ozônio na atmosfera, estes protegem a vida na terra. Esta radiação é impregnada principalmente em tubos fluorescentes, mas também em aplicações médicas que incluem lâmpadas germicidas, o tratamento do Raquitismo e doenças de pele, enriquecimento de leite e ovos com vitamina D. É dividida em três classes: UV-A, UV-B E UV-C. As ondas de menor período são as mais nocivas aos organismos vivos. A UV-A é mais perigosa e tem período entre 4000A (ângstrons) e 3150A. UV-B tem período entre 3150A e 2800A e causa queimaduras na pele.
- Raios catódicos: são feixes de partículas produzidos por um eletrodo negativo (cátodo) de um tubo contendo gás comprimido. É resultado da ionização do gás e provocam luminosidade. Os raios catódicos são identificados no final do século passado por Willian Crookes. O tubo de raios catódicos é usado em osciloscópios e televisões.
- Raio X: são capazes se atravessar o corpo humano, durante a travessia, o feixe sofre certo enfraquecimento. Ele provoca a iluminação de certos sais minerais. O uso do raio X tem sido uma importante ferramenta de diagnóstico e terapia. Os raios X são absorvidos pelos ossos enquanto passam facilmente pelos outros tecidos. Em 1895 Wilhelm Konrad Von Röntgen descobre acidentalmente os raios X quando estudava válvulas de raios catódicos. Verificou que algo acontecia fora da válvula e fazia brilhar no escuro foco fluorescente. Eram raios capazes de impressionar chapas fotográficas através de papel preto. Produziam fotografias que revelavam moedas nos bolsos e os ossos das mãos. Estes raios desconhecidos são chamados simplesmente de “X”.
a. Malefícios e Benefícios
Ser atingido por radiação é algo sutil e impossível de ser percebido imediatamente, já que no momento do impacto não ocorre dor ou lesão visível. Bem diferente de ser atingido por uma bala de revólver, por exemplo, cujo efeito destrutivo é sentido e constatado na hora. A radiação ataca as células do corpo individualmente, fazendo com que os átomos que compõem as células sofram alterações em sua estrutura. As ligações químicas podem ser alteradas, afetando o funcionamento das células. Isso, por sua vez, provoca com o tempo consequências biológicas no funcionamento do organismo como um todo. Algumas consequências podem ser percebidas a curto prazo, outras a longo prazo. Às vezes vão apresentar problemas somente os descendentes (filhos e netos) da pessoa que sofreu alguma alteração genética induzida pela radioatividade.
O efeito biológico da radiação está relacionado com a propriedade de provocar ionização da matéria com a qual interage, isto é, com sua capacidade de arrancar elétrons da matéria, criando íons. A propriedade de provocar ionização, como já visto, é diferente para três tipos de radiação, com a seguinte ordem decrescente: alfa > beta > gama. Além disto, a natureza do tecido vivo que absorve a radiação também influi no efeito biológico observado. Quando expostos a mesma dose de radiação, o tecido ósseo absorve aproximadamente o dobro de energia absorvida por tecidos não ósseos.
Radiações de diferentes naturezas têm capacidades diferentes de lesar o mesmo tipo de matéria viva. A exposição de um ser humano a uma alta dose de radiação pode dar origem a inúmeros efeitos imediatos. A radioatividade está presente no nosso cotidiano de diversas maneiras. Na superfície terrestre pode ser detectada energia proveniente de raios cósmicos e da radiação solar ultravioleta; nas rochas, encontramos elementos radioativos, como o urânio-238, urânio-235, tório-232, rádio-226 e rádio-228; até mesmo em vegetais pode ser detectada a radioatividade: as batatas, por exemplo, contêm potássio-40. As plantas, o carbono-14; no nosso sangue e ossos encontram-se potássio-40, carbono-14 e rádio-226. Mas essa exposição pode ser por meio de materiais eletroeletrônicos (microondas, copiadoras), onde por efeitos elétricos o ar atmosférico e gases são ionizados pelas radiações tornando-se condutores de eletricidade, por exposição a materiais radioativos mal descartados, entre outros. Alguns efeitos à exposição aparecem abaixo:
- alteração do material genético das células reprodutivas (espermatozóide e óvulo), podendo causar doenças hereditárias nos filhos que indivíduo possa vir a gerar;
- em contato com o cérebro podem causar delírio, convulsões e morte;
- em contato com os olhos podem provocar catarata;
- em contato com a boca pode ocasionar úlceras bucais;
- em contato com o estômago e intestino provocam náuseas e vômitos, até infecções intestinais podendo levar à morte;
- danos à criança em gestação podem incluir retardo mental, particularmente se a exposição à radiação ocorrer no início da gravidez;
- em contato com a medula óssea podem conduzir a hemorragia ou comprometer o sistema imunológico;
- em contato com os vasos sangüíneos pode ocorrer ruptura dos mesmos levando à formação de hematomas.
- bomba atômica, entre outro.
A radioatividade, quando utilizada de forma controlada, pode trazer muitos benefícios para o homem. Hoje em dia ela é utilizada sob três formas básicas: uso da energia do núcleo do átomo, das radiações que têm a capacidade de atravessar a matéria e velar filmes, uso da capacidade em radioterapia ou esterilização de material médico, dentre outras utilizações citadas a seguir:
- aplicações em Geologia e arqueologia: determina a idade de rochas, fósseis, principalmente pelo C – 14;
- geração de energia elétrica através das usinas;
- estudo do método balístico;
- controle de qualidade;
- diagnóstico de doenças como câncer da tireóide, tumores dos olhos e câncer de pele, tumores cerebrais, obstrução do sistema circulatório;
- usada na medicina, radiologia, que estuda como se faz e interpreta a radiografia. As radiografias não afetam a saúde da pessoa irradiada devido ao curto espaço de tempo em que a pessoa é exposta à radiação e também que este não constitui um ato rotineiro. Mesmo assim, mulheres no primeiro trimestre de gravidez devem evitar a exposição de raio X.;
- outro uso na medicina nuclear que visa o diagnóstico, onde substâncias radioativas são injetadas pela veia do paciente, e, tempo depois este é colocado sob equipamentos que medem a radioatividade da droga injetada e que foi absorvida por certos órgãos do corpo. Assim é possível fazer um mapeamento de órgãos, dependendo do tipo de material injetado.;
- também existe a radioterapia que é destinada principalmente ao controle do câncer, uma vez que a radiação penetre no corpo e atinge tumores malignos, nela o paciente fica exposto mais tempo à radiação e uma alta dose é dirigida à região a ser tratada. A radioterapia tem como principal objetivo a agressão de tecidos do corpo humano, no caso os tumores.;
- na área industrial, utiliza-se a radiação para radiografar peças mecânicas, e com isso fazer um diagnostico de um defeito ou uma peça quebrada no interior de um equipamento;
- na indústria alimentícia utilizam-se radiações de alta energia, evitando que frutas se estraguem mais rapidamente ou brotem ramificações, e assim possam ser armazenadas por maiores períodos de tempo.
- a radiação, por atacar microorganismos, também é utilizada na este realização de materiais, entre outros.
Referências : http://sala2m04.blogspot.com/2009/11/raios.html
Postado por: Thaís Sales
- Raios
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Radioatividade
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
às 06:10
- Tipos de Radiação
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Radioatividade
Radiações são ondas eletromagnéticas ou partículas que se propagam com uma determinada velocidade. Contém energia, carga elétrica e magnética. Podem ser geradas por fontes naturais ou por dispositivos construídos pelo homem. A seguir algumas radiações.
- Radiações corpusculares: é a radiação constituída de um feixe de partículas elementares, ou núcleos atômicos, tais como elétrons, prótons, nêutrons, mésons π (pi), dêuterons, partículas alfa e não possui massa.
- Radiações ionizantes: se uma radiação tem energia suficiente para retirar ou deslocar um elétron de sua órbita – tem que possuir nível de energia igual ou maior do que a energia que fixa o elétron em sua órbita – ela é chamada de radiação ionizante. A característica importante dessas radiações ionizantes é a liberação localizada de grandes quantidades de energia e, portanto capazes de provocar alterações importantes na estrutura de um átomo. Esta pode provocar uma alteração ou um dano no material irradiado. É assim que a radioterapia agride células tumoriais; e é assim que a radiação pode causar malformação fetal ou fazer cair cabelo, ou matar uma bactéria, ou mudar a cor de uma pedra preciosa, etc.
- Radiações eletromagnéticas: não tem massa, isto é, são apenas ondas sem partículas ou corpúsculos.
- Radiação de fundo: toda vida, em nosso planeta, está exposta à radiação cósmica e à radiação proveniente de elementos naturais radioativos existentes na crosta terrestre como potássio, césio etc. A intensidade dessa radiação tem permanecido constante por milhares de anos e se chama radiação natural ou radiação de fundo, e provém de muitas fontes. Cerca de 30% a 40% dessa radiação se deve aos raios cósmicos. Alguns materiais radioativos – como potássio-40, carbono, -14, urânio, tório etc. – estão presentes em quantidades variáveis nos alimentos. Uma quantidade razoável de radiação vem do solo e de materiais de construção. Assim, pois, a radiação de fundo pode variar de local para local. O valor médio da radiação de fundo em locais habitados é de 1,25 milisievert (mSv) ao ano.
-Radiação de nêutrons: nêutrons são partículas muito penetrantes. Elas se originam do espaço externo, por colisões de átomos na atmosfera, e por quebra ou ficção de certos átomos dentro do reator nuclear. Água e concreto são as formas mais comuns usadas como barreiras contra radiação por nêutrons.
Referências : http://sala2m04.blogspot.com/2009/11/tipos-de-radiacao.html
Postado por: Thaís Sales
às
06:04
- Conceito
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Radioatividade
A radioatividade é um processo natural decorrente da liberação de energia de um núcleo atômico cuja relação entre o número de prótons e de neutrons resulta em uma configuração instável; o processo modifica a relação próton/neutrons do núcleo e leva a configurações estáveis (não radioativas). O ambiente no qual vivemos é naturalmente radioativo. Por exemplo, respiramos Carbono 14, que é radioativo, e é formado a partir da interação das radiações cósmicas com a atmosfera; comemos bananas que apresentam em sua composição Potássio 40, com núcleo instável, emissor de raios gama, entre outros. Vivendo em um ambiente radioativo, os seres humanos, e todos os demais seres vivos, são naturalmente radioativos. O problema está na quantidade de radiação à qual estes seres venham a ser expostos: acima de certo nível a exposição às radiações provoca, no corpo humano, e nos demais seres vivos, algumas reações adversas:
* a geração de radicais livres, provocando oxidação nas moléculas biológicas (DNA, etc.);
* alterações no material genético, impedindo as células de se reproduzirem;
* alterações na material genético, levando à transformação celular que, eventualmente, e em função de uma série de fatores que incluem características próprias e a predisposição do indivíduo irradiado, pode degenerar em câncer.
Mas níveis baixos de radiação são absorvidos sem maiores conseqüências pelas células do corpo humano, que possuem mecanismos de defesa e de recuperação. Segundo as cientistas, os estudos disponíveis, relativos à questão da exposição à baixas doses de radiação, não são conclusivos quanto à indução, ou não, de cânceres em seres humanos. Na falta de embasamento científico assume-se que, no que diz respeito a exposições à radiação resultantes de atividade humana, deve imperar a prudência: as doses devem ser as menores possíveis, dentro do razoável, considerados os fatores econômicos e sociais envolvidos.
Referências : http://www.brooklin.com.br/reportagens/palestraradioatividade2000abr25_especial.htm
Postado por : Thaís Sales
às
05:57
- Classes
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Radioatividade
Comprovou-se que a radiação pode ser de três classes diferentes:
Radiação alfa
São fluxos de partículas carregadas positivamente, compostas por 2 nêutrons e 2 prótons (núcleo de hélio). São desviadas por campos elétricos e magnéticos. São muito ionizantes porém pouco penetrantes. Quando um radioisótopo (que possui núcleo instável) emite uma partícula alfa, seu número de massa (A) diminui 4 unidades e o seu nº atômico diminui 2 unidades.
Foi observada pela primeira vez por Ernest Rutherfor em 1898.
Radiação beta
São fluxos de partículas originárias do núcleo, fato este que as distingue dos elétrons. Estas partículas tem a mesma natureza dos eletrons orbitais, e são resultantes da desintegração de nêutrons do núcleo (ver "Leis de Soddy e Fajans" abaixo para uma melhor interpretação de "desintegração"). É desviada por campos elétricos e magnéticos. É mais penetrante porém menos ionizante que a radiação alfa. Quando um radioisótopo emite uma partícula beta, o valor de sua massa não muda, e seu nº atômico aumenta em 1 unidade.
Radiação gama
São ondas eletromagnéticas. Não apresenta carga elétrica e não é afetada pelos campos elétricos e magnéticos. É uma radiação muito perigosa aos organismos vivos. Com o recebimento da Radiação Gama, pode-se alterar o material genético da pessoa, fazendo com que seus filhos tenham alta possibilidade de nascerem cegos, surdos, mudos ou com algum outro tipo de deficiência.
Referências : http://pt.wikipedia.org/wiki/Radioatividade
Postado por: Thaís Sales
às
05:51
- Classificação
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Radioatividade
A radioatividade natural foi descoberta por volta de 1896, pelo físico francês Henry Becquerel (1852-1908), ele percebeu que o elemento Urânio emitia radiações ao deixar filmes fotográficos em contato com o elemento radioativo. Os filmes apresentaram manchas e Becquerel conclui que se tratava dos raios emitidos por sais de Urânio. Como se vê, o Urânio se trata de um elemento natural.
A radioatividade artificial é produzida quando se bombardeiam certos núcleos com partículas apropriadas. Se a energia destas partículas tem um valor adequado, elas penetram no núcleo modificando-o que, por ser instável, se desintegra posteriormente. Como surgiu? Foi descoberta quando se bombardeou núcleos de boro e alumínio com partículas alfa, após cessar o ataque com partículas os núcleos continuaram emitindo radiação.
Infelizmente esta descoberta foi usada para programar o próprio fim do homem, o estudo das reações nucleares e a busca de novos isótopos radioativos artificiais levou ao descobrimento da fissão nuclear e ao posterior desenvolvimento da bomba atômica.
Mas não é só aos arqueólogos que a radioatividade interessa, existem várias aplicações dos isótopos radioativos como, por exemplo, na terapia médica, na radiografia intestinal, na luz fosforescente, entre outros.
às
05:16
- Acidente nuclear da usina de Chernobyl, localizada na atual Ucrânia
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Radioatividade
De todos os fatos que costumam mistificar as usinas nucleares os mais importantes foram a bomba atômica e mais recentemente o acidente nuclear da usina de Chernobyl, localizada na atual Ucrânia, a 120 km ao norte da cidade de Kiev. | |
| Este acidente, considerado o maior acidente nuclear de todos os tempos, ocorreu em 26 de abril de 1986, no reator 4, durante um teste de rotina, onde várias regras de segurança foram desrespeitadas e a reação em cadeia atingiu níveis incontroláveis. O sistema de circulação de água do sistema primário, responsável pelo resfriamento do núcleo do reator, foi interrompido, gerando assim | |
um superaquecimento do reator, que criou uma verdadeira bola de fogo dentro do edifício da planta, restultando em uma explosão de destruiu sua cobertura. Devemos lembrar que, diferente do que muitos pensam, esta explosão foi térmica e não nuclear. O acidente de Chernobyl matou 31 pessoas instantaneamente, e provocou a evacuação de mais de 130.000 pessoas da região, em virtude da exposição à radiação. Depois do acidente surgiram vários casos de câncer, principalmente na glândula tireóide de crianças. | |
Referências : http://www.nuctec.com.br/educacional/acidentes.html
Postado por: Clara Souza
sábado, 21 de agosto de 2010
às 05:39
- A história da Radioatividade
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Radioatividade
às
05:33
- Introdução
Postado por
Radioatividade
às
05:28
